Preservar a floresta é mais lucrativo, afirma Gurgacz

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    Plenário do Senado Federal durante sessão não deliberativa. rrEm discurso, à tribuna, senador Acir Gurgacz (PDT-RO).rrFoto: Pedro França/Agência Senado

    O senador Acir Gurgacz (PDT/RO) defendeu em pronunciamento nesta sexta-feira (06) no Senado que a preservação das florestas é mais lucrativa que o desmatamento e as queimadas. Segundo Acir, as florestas são um manancial de riquezas que se exprimem tanto em seus serviços ecossistêmicos e na cultura dos que habitam essas áreas, como no valor de seus produtos.

    “Floresta em pé tem que ser lucrativa também. Derrubar ou queimar a floresta traz a ilusão de que aquela terra pode gerar mais lucros ao ser utilizada para pastos ou plantações. Meu projeto vai exatamente neste sentido, de ajudar a manter a floresta em pé e, a partir disso ser desencadeador de um novo ciclo econômico que gere trabalho e riquezas”, defendeu Gurgacz.

    Segundo Acir, medidas simples poderiam minimizar ou mesmo acabar com o desmatamento e as queimadas criminosas na região, como a produção e difusão de novos conhecimentos resultante de estudos realizados por instituições como a Embrapa, que pesquisam e desenvolvem alternativas ao uso do fogo na agricultura.

    “Existem sistemas sustentáveis de produção, que não necessitam do fogo para limpeza ou manutenção: sistemas agroflorestais, plantio direto, trituração da capoeira e a integração lavoura-pecuária-floresta”, afirmou o senador.

    Gurgacz lembrou ainda que existem outros mecanismos de preservação que podem auxiliar no combate as queimadas e o desflorestamento, como a recompensa financeira àqueles que contribuem para a conservação da natureza e a regularização fundiária.

    “A regularização fundiária é uma saída bastante eficaz e viável para a situação da Amazônia. Mas também existem outros mecanismos, como a criação de instrumentos econômicos que recompensem aqueles que contribuem para a conservação da natureza”, finalizou Acir.