Senado aprova modernização das redes elétricas

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    O consumidor poderá ter informações em tempo real do seu consumo de energia, da tarifa e da qualidade do serviço. Também terá maior facilidade para gerar sua própria energia e utilizar a rede elétrica como um acumulador para uso posterior. Essa são algumas das possibilidades trazidas pelas redes elétricas inteligentes.

    Projeto aprovado nesta terça-feira (12) pela Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) do Senado, de autoria do senador Eduardo Braga (MDB-AM) e relatório do senador Acir Gurgacz (PDT-RO), incentiva a modernização das instalações do serviço público de distribuição de energia elétrica com a implantação dessa nova arquitetura de redes elétricas (PLS 356/2017).

    Já em funcionamento em alguns países, as redes elétricas inteligentes, também conhecidas como smart grids, são automatizadas com medidores de qualidade e de consumo de energia em tempo real. A inteligência também é aplicada no combate à ineficiência energética, evitando a perda de energia ao longo da transmissão. O modelo traz vantagens ainda para as distribuidoras, que poderão economizar com a possibilidade de fazer manutenção de forma remota.

    Na justificativa da proposta, o autor do texto, senador Eduardo Braga (MDB-AM), observou que todos ganham com a adoção dessa tecnologia, capaz de proporcionar ao consumidor informações sobre o seu consumo, aumentar a transparência na distribuição de energia elétrica, bem como aperfeiçoar o processo de decisão do consumidor em relação à sua demanda por energia. Ele observou também os impactos positivos na eficiência energética e no meio ambiente.

    O relator do projeto, senador Acir Gurgacz (PDT-RO), recomendou a aprovação do texto ao afirmar que é preciso romper a inércia por que o setor elétrico brasileiro passa em relação à adoção dessa importante tecnologia. “A proposta dá condições mais sustentáveis para a expansão das redes inteligentes, de modo que o Brasil possa ter, em pouco tempo, condições para fazer essa atualização tecnológica em larga escala”, apontou Acir.

    A proposta, que já foi aprovada pela Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC), segue para decisão final da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT).