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Novo curso de medicina abre oportunidades
23
FEV
 
Recebemos a notícia que o Ministério da Educação (MEC) aprovou a instalação de um curso de Medicina em Ji-Paraná, no interior de Rondônia.

Essa é mais uma etapa importante no processo de instalação do curso de Medicina em Ji-Paraná, no qual começamos trabalhar em 2013, portanto há cinco anos. É mais um passo para que possamos formar no interior do Estado os médicos que Rondônia precisa.

Em Rondônia, há aproximadamente 300 mil jovens na faixa etária de 15 a 24 anos. Muitos querem ser profissionais de saúde, mas poucos conseguem. Há poucas vagas disponíveis no curso de Medicina da única universidade pública federal de nosso Estado, a Universidade de Rondônia (UNIR).

Na rede particular, também temos poucos cursos de Medicina em Rondônia – são apenas TRÊS CURSOS – dois na Capital e um em Cacoal, no interior. No entanto, por conta do alto custo da mensalidade destes cursos, muitos jovens que ficam de fora do sonhado curso de Medicina.

Por isso, além de trabalhar para trazer mais esta oportunidade aos jovens de Rondônia, também tenho trabalhado pela abertura de mais uma universidade pública no interior de Rondônia, bem como por outras soluções, como a ampliação do financiamento estudantil para estudantes de famílias de baixa renda, através do FIES.

De todo modo, um curso de Medicina, mesmo na rede particular de ensino, sempre contribui para a melhoria da saúde na região em que é oferecido.

Por isso, entendo que a abertura deste curso de Medicina em Ji-Paraná é mais uma possibilidade que estamos criando para ampliar o acesso dos jovens rondonienses à formação aqui no Brasil, além de abrimos uma perspectiva real de melhoria da qualidade da saúde em nosso Estado.

Para aprovar a abertura do curso, o Ministério da Educação avaliou a capacidade e o compromisso da cidade em oferecer a estrutura de gestão pública de saúde para o uso universitário, realizando visitas ao município, e também avaliou a capacidade das Instituições de Ensino Superior interessadas em oferecer o curso.

O próximo passo para a abertura e instalação do curso são: o credenciamento das propostas junto ao MEC; a assinatura do termo de compromisso entre a prefeitura e o MEC; e o processo seletivo entre as instituições de ensino credenciadas.

Como já disse, trabalhamos na solicitação deste curso em Ji-Paraná desde 2013. Nesse período, nos reunimos com três ministros da Educação, dos governos Dilma e Temer, para garantir esse direito aos nossos estudantes, e assim também podermos atender melhor à população que tanto sofre com a falta de médicos.

No Estado de Rondônia, temos 52 Municípios, e oito deles ficam no eixo da rodovia principal. Nós temos Municípios pequenos, distantes do eixo da BR-364, que oferecem 15 mil reais para médicos generalistas recém-formados, e não há médico quem se disponha a atender àquela população.

Existe uma dificuldade muito grande de se conseguir médicos que se disponham a trabalhar nas regiões remotas e de maior vulnerabilidade, como é o caso de alguns municípios de Rondônia e de inúmeros outros da Região Norte do Brasil.

Em muitos locais, as gestantes ainda recorrem às parteiras, sem qualquer acompanhamento neonatal, e as crianças são tratadas pelas mães, pelo conhecimento tradicional, pelas ervas da floresta, porque não há um médico, um clínico geral, para fazer um diagnóstico mais preciso e recomendar o tratamento adequado.

Não tenho dúvida de que, em vez de apenas constatar o problema, temos de encontrar soluções. Estou convicto de que proporcionar mais oportunidade de formação para os jovens é a principal medida para mudar esse quadro caótico que nós temos no Brasil.

Investir mais na oferta de cursos dentro do País, no interior de Rondônia e da Amazônia, é uma necessidade mais do que urgente. Esse é o passo principal, e nós precisamos enfrentar essa realidade.

Atualmente, mais de 15 mil brasileiros cursam Medicina em faculdades da Bolívia. Só do meu Estado de Rondônia, segundo levantamento do Ministério da Educação, são mais de 3 mil estudantes.

Rondônia tem uma extensa fronteira com a Bolívia, sendo que esta proximidade é um dos fatores que tem contribuído para que muitos rondonienses busquem as universidades deste país. Ou seja, fica mais perto estudar em Santa Cruz de La Sierra do que estudar em uma universidade de referência de qualquer Capital do Brasil.

Atualmente, mais de 500 médicos rondonienses formados na Bolívia aguardam a revalidação do diploma para poderem atuar no seu estado natal.

Portanto, além de facilitarmos a revalidação desses diplomas, temos sim que criar novos cursos de Medicina no Interior do Brasil, para que possamos formar médicos aqui no Brasil, e aonde as pessoas mais precisam.
 
 
 
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