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Brasil Central une a força da agropecuária
09
OUT
 
O alinhamento político entre os Estados é hoje uma condição estratégica para o desenvolvimento regional. Assim como o alinhamento dos poderes executivos e legislativos. Costumo dizer que as disputas políticas devem se restringir ao período eleitoral. Passado esse período, todos os políticos e todos os poderes deveriam se alinhar em torno das propostas para o desenvolvimento de cada município, de cada Estado e do nosso grande Brasil.

Já perdemos muito tempo com a crise política em nosso país, que criou uma enorme crise econômica e que está jogando o Brasil numa recessão sem precedentes e já levou mais de 14 milhões de brasileiros para o desemprego. Portanto, quando eu digo que em Rondônia não temos crise, e que estamos crescendo em média 5% ao ano nessa última década, é justamente porque aqui que resolvemos nos unir em torno de um projeto de Estado, num alinhamento político que vem sendo conduzido pelo governador Confúcio Moura.

Por isso, considero importante a união dos governadores das regiões Norte e Centro-Oeste, o grande celeiro da produção agropecuária do país, uma região exportadora, neste bloco político do chamado Brasil Central. Essa é uma união estratégica, especialmente para os Estados da Amazônia Legal, que finalmente encontram nesse consórcio um poderoso canal de integração nacional.

Assumo o compromisso de continuar trabalhando junto com os governadores do Brasil Central na discussão das mudanças na Lei Kandir, que isenta o ICMS das exportações de produtos não industrializados, que deveriam ser compensados pela União. Essa renúncia fiscal poderia ser um instrumento de desenvolvimento dos Estados agrícolas, no entanto, sem a devida compensação da União, ela apenas criou um desequilíbrio fiscal entre os Estados, beneficiando apenas o caixa da União e os Estados do Sul e Sudeste.

Outra questão fiscal importante para os Estados do Brasil Central e, especialmente da Amazônia, é relacionar a preservação ambiental ao pagamento de compensações e serviços ambientais. Essa é mais uma empreitada em que temos que estar juntos, o Legislativo e o Executivo. Pois temos que conciliar a produção de alimentos, de bens e serviços, com a proteção ambiental.

Isso porque quem protege as nossas florestas é quem trabalha em contato com ela, que está na área rural, quem produz o alimento no campo, que é o nosso agricultor. Só em Rondônia, mais da metade do nosso território são áreas de preservação. Esses recursos poderiam ser usados, por exemplo, na recuperação das áreas degradadas, que é outra empreitada que temos que enfrentar. O Brasil Central é o celeiro da agropecuária e precisamos continuar juntos nesse trabalho de integração para o desenvolvimento regional.
 
 
 
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