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Nada mudou na política econômica: bancos tem lucro astronômicos e setor produtivo padece
08
MAI
 
No meio desta crise política e econômica que estamos atravessando, debatendo e discutindo reformas que são importantes para o País, reformas cujo custo a população não está preparada para assumir, nós temos os resultados econômicos do nosso País, das empresas e dos bancos no primeiro trimestre deste ano que nos mostram que a política econômica do atual Governo se aliou ainda mais ao mercado financeiro, principalmente aos bancos, favorecendo apenas os especuladores do capital, os rentistas e as grandes corporações transacionais.

Mesmo com a crise financeira, com o desemprego crescendo e a indústria com resultados negativos, o lucro dos bancos cresceu entre 10% e 20% no primeiro trimestre deste ano. O Bradesco, por exemplo, atingiu 13% de aumento nesse primeiro trimestre, alcançando R$ 4,6 bilhões. O lucro do Santander cresceu 10,8%, atingindo R$7,3 bilhões. O Itaú, 20%, atingindo R$ 6 bilhões. Não há economia produtiva que aguente essa economia dos especuladores. Pois alguém pagou todo esse dinheiro e, com certeza, são aqueles que estão produzindo – pessoas, trabalhadores e empresas. Somando os números só dos três bancos, o total chega a R$ 18 bilhões de lucro dos bancos nesse primeiro trimestre.

Enquanto isso, a produção da indústria nacional cai 1,8% em março, em comparação ao mesmo mês anterior, o pior resultado desde 2002. No primeiro trimestre de 2017, a produção industrial aumentou apenas 0,6% em relação ao mesmo período do ano de 2016; ou seja, fica evidente que a política econômica do Governo baseada em juros altos – que é a mesma desde Levy, agora seguida por Meirelles – só aprofundou a sua tendência de favorecer o mercado financeiro e os especuladores em detrimento do setor produtivo, das indústrias, do comércio e do setor de serviços, que fazem a economia real do nosso País, que fazem a roda da economia girar no nosso País e que estão amargando resultados pífios, tendo que demitir pessoal, o que está aumentando o desemprego no Brasil e agravando a situação social e econômica das famílias e de todos os trabalhadores brasileiros.

Aí está toda a insatisfação do País inteiro. De norte a sul, de leste a oeste, a reclamação é uma só. E o que mais nos preocupa é a questão do desemprego. Batemos 14 milhões de desempregados no Brasil neste momento. E os juros nas alturas e os especuladores ganhando mais dinheiro. Ou seja, enquanto o Itaú lucrou R$ 6 bilhões em três meses, e os três maiores bancos privados somaram R$ 18 bilhões de lucro, não temos R$2 bilhões para construir a duplicação da BR-364, de Porto Velho a Comodoro, uma obra da maior importância para o Norte do País, para a Amazônia e, especialmente, para o nosso Estado de Rondônia. É apenas um comparativo. É claro que as empresas têm que ter lucro – não somos contra isso.

Não há possibilidade de termos empresas sem lucro, mas, com o juro da maneira que está, há uma concentração de renda muito grande na mão dos banqueiros, há uma concentração de lucro muito grande entre os especuladores e a economia real e produtiva do País padece. Enquanto os bancos enchem os cofres com dinheiro do setor produtivo brasileiro, o desemprego aumenta e temos mais de 15 mil obras de infraestrutura paradas no País. Isso tudo tem que mudar, e com urgência.
 
 
 
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